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sábado, 6 de novembro de 2010

The Natloz Chronicles - O Elefante, a Macumbeira e o Guarda-chuvas - Capítulo 4

CHAPTER 4

"Pra gente ser feliz/Tem que cultivar as nossas amizades/Os amigos de verdade/Pra gente ser feliz". Essa música estava começando a me irritar. Afinal, pra gente ser feliz, temos é que dominar tudo e todos. Se você não respeita o meu pensamento, ou seja, o pensamento de Hatraz King Smith, você é um idiota.
O marido de Layla, a "castorah", saía do banheiro localizado exatamente do lado da minha cama, deixando escapar um cheirinho desagradável de banheiro de posto de gasolina.
- Olha soh! Ela acordo! - disse ele.
- Isso msm, marido! A propósito, o nome dele eh Alyal, Hatraz.
- Alyal...? Mas isso ñ eh Layla de trás para frente?
- Exato - disse Alyal - Mas agora, vamo ao ponto importante. Onde tão os seus irmãos?
Expliquei novamente tudo o que acontecera na residência gaysística de Garu. Eles pareceram muito raivosos ao ouvirem toda a história, pois de suas bocas saía espuma.
- Hatraz, querida - disse Layla - vc tem q volta pra onde os seus irmãos tão e traze eles d volta! Se não, tds vamos morre!!
- Pq? - perguntei, ingenuamente.
- Pq a Rainha Pranta vai descobri em exatas 2h 12min 56s q estamos abrigando vc! E vc e seus irmãos serão os q nos salvarão deste pesadelo! - disse Alyal.
- Vc eh um vidente, por acaso? ¬¬' - perguntei para Alyal.
- kkkkkkkkkkkkkkk Como vc descobriu?
Suspirei. Naquele mundo, todos dependiam muito de mim. Eu era o símbolo de salvação deles, assim como meus irmãos idiotas. Se só euzinha aqui salvasse Natloz, não adiantaria nada, pois eram TODOS os irmãos quem deviam salvar esse mundinho. Portanto, eu devia salvar aqueles bobocas no prazo de 2 horas, no máximo. Pedaço de bolo para mim! :P
- Ok, ok! Eu vo salva eles agora!
- Oh, mas q menina + generosa!! - disse Alyal.
- Eu keria q ela fosse meu filhote! - disse Layla, chorosa.
Depois de discutir algumas estratégias de infiltração e fuga e de algumas despedidas melosas e desnecessárias, finalmente saí da toca. Olhei para o relógio de pulso que eles haviam me dado. Eu tinha apenas 2h 1min 32s para salvar meus irmãos e fugir para o acampamento da resistência Enduring Freedom. O mapa para chegar lá os castores haviam me dado, então seria bem fácil.
Mas o que eu achei uma pura sacanagem foi que eles foram para lá primeiro que nós. Huh. Covardes.
Andei por uns dez minutos até chegar no "cabaré" de Garu. O que foi ainda mais engraçado é que, de longe, vi que estava tendo uma briga do lado de fora. Segundos depois, apareceu a polícia, composta por hienas. Rindo, as policiais hienas começaram a prender todo mundo, inclusive uma gaivota que gritava e implorava para as hienas: "Eu não sou Pucca! Eu não sou Pucca!". E o que deixou a cena mais hilária ainda, foi que o chefe policial das hienas, um hipopótamo, começou a cantar uma música mais ou menos assim: "A lei te vigia, bandido infeliz/Com seus olhos de raio-X".
Segurando minha vontade de rir loucamente, tirei uma bomba de fedor de meu bolso (que havia feito na toca dos castores, coletado diretamente do banheiro cuja descarga não havia sido pressionada por Alyal) e taquei no meio daquela comoção. As hienas e o hipopótamo fugiram quase que imediatamente, deixando o Cabaré Garu vazio. Usando um kit ninja (que havia pego "emprestado" dos castores fãs de Naruto), escalei até a janela onde era o quarto dos meus irmãos. Obviamente, eles não estavam lá. Porém, ali em cima, eu conseguia ouvir uma conversa de Garu com aquele lobo que havia sido expulso da festinha.
- ... Eu sei muito bem que eles valem muito mais do que apenas 3.000.000 dinheiros Narnianos! Sabe, Lobão, eu aprendi matemática. Se a recompensa total é de 12.000.000, cada Filho devia valer 3.000.000! Eu devia era receber 9.000.000 por esses três aqui!!
- Sr. Bundunus. Sua matemática é infalível, mas não é desse jeito que foi dividido a recompensa por cada cabeça. Segundo a profecia, o Filho mais ameaçador à Rainha é a Filha mais nova. Os outros só servem para ajudá-la. Se não existir a Filha mais nova, eles são inúteis. Mas como você sabe muuuito bem, Rainha Pranta é uma colecionadora fanática de animais empalhados, logo ela quer todos os Filhos. A Filha que você deixou escapar era a mais valiosa, cujo valor sobre sua cabeça é de 9.000.000 dinheiros narnianos.
- Oh, shit!
Hahahaha. Eu sabia que eu era a melhor de todos os meus irmãos. A mais talentosa, inteligente, bonita etc. Mas, de acordo com Lobão, eu precisaria da ajuda de seus irmãos em algum ponto da luta com a Rainha Pranta. Olhei para o meu relógio. Faltavam agora apenas 1h 30min, exatos.

CONTINUA...

terça-feira, 2 de novembro de 2010

The Natloz Chronicles - O Elefante, a Macumbeira e o Guarda-chuvas - Capítulo 3

CHAPTER 3

Eu ainda não estava acreditando que meus irmãos babacas era uns Filhos também.
Eu já sabia que era especial. Mas ELES? Tendo eles a mesma "classe social" que eu, me faz sentir uma pária. Ou um cocô, tanto faz.
Mas também tinha alguma coisa errada com o Garu. O que, eu não sabia. Mas ele era estranho. Deixe-me raciocinar.
Rainha Pranta quer nos eliminar. Ela tem toda Natloz aos seus pés. Isso implica que, como uma boa governante e para melhores resultados, ela ordenaria para toda Natloz que caso encontre algum Filho que o encaminhasse imediatamente para ela...
Ah, mas que Garu filho da...
- ALÍCIA!! JAPIN!! ZOLTAN!! ACORDEM LOGO!! TEMOS QUE FUGIR!!
Eu já conseguia ouvir uma comoção na Party House de Garu. Então, os guardas da Rainha já haviam chegado... Merda!
Mas mesmo ameaçados pela morte, meus odiosos irmãos não levantaram da cama. Só me restara fazer uma coisa...
- Eu lhes avisei... LEVANTEM AGORA!!
E então soltei o pum mais fedorento que já dera na vida. Não sabia que essa técnica nojenta que meu odioso pai me ensinara prestaria algum dia. Huh.
Enfim, finalmente eles se levantaram. E me xingaram de umas coisas que prefiro não comentar.
- Gente, temos que sair daqui!! Fomos enganados, e seremos entregues à Rainha Pranta!!
- Oooohhh... Saquei... mas me deixa dormir mais um pouquinho... Sua fedorentaa... - disse Alícia.
- Tá bom!! Fiquem aí, seus nojentos!!
E aí eu pulei da janela localizada no segundo andar, onde estava o nosso quarto. Usando minhas manobras que aprendi no meu cursinho de circo, pousei no chão graciosamente. Enquanto corria, não olhei uma vez sequer para trás.
Caro leitor, não me ache uma egoísta desnaturada. Eu tentei fazê-los levantar e sair dali. Mas eles não quiseram. Danem-se.
Corri, corri, e corri. Percebi que saíra da Floresta Postal, pois já não era mais primavera, e sim inverno.
Eu usava roupas de verão, então comecei a passar frio. Mas tentei ignorar.
Andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, andei, DESMAIEI.

~~**~~

Quando acordei, estava em uma toca que fedia a mofo e a terra. Parecia que os habitantes daquele lugar eram fãs de Sandy e Júnior, pois a música que tocava no radinho era aquela: "Era uma vez/ Um lugarzinho no meio do nada/ Com sabor de chocolate/ Cheio de terra molhada"
- LOL! Vc acordo!
Procurei, assustada, por aquele ser que falava em internetês comigo. Ainda bem que eu sabia falar essa língua...!
- Quem stah aí? - perguntei.
- So eu, Layla, a castorah + divertida q vc vai encontra na sua vida!
- Castorah...?
- Eh! Akele bichu q nada na água e constroi morrinhos de gravetus!
- Hum. E, tem + alguém aki?
- teeemmmm... Meu marido!
- Kd ele?
- Pfff, no banheiro, onde +?
- Vc sabe quem eu so?
- Claaaro. Vc eh o símbolo d resistência aki na Floresta Invernal!
- Infernal? Eca, to fora.
- EU DISSE INVERNAL!! Fik aki, guria!
- Oh, ok. Continua.
- Tá. Vc, Hatraz King Smith, eh o símbolo da resistência à Rainha Pranta pq é vc + seus irmãos quem vão mata ela! Falando nisso, onde stao eles?
- Mortos.
- EEEEEEEEEEEEEEEEEEHHHHHHHHHHHHHHHHH??
- Ñ quiseram fuigir. Fikram pra trás. Foram pegos pelos guardas da Rainha.
- E vc ñ quis salva eles?
- Eles ñ se levantaram nem qnd peidei na kra deles!!!
- Ooohhhh, talvez eles estivessem enfeitiçados. Eles beberam alguma coisa suspeita?
- Sim, acho q na ksa do sr Bundunus...
- Oh, shit!
- Querida! Cagueeeeiiii...! - disse o marido de Layla.

CONTINUA...